Inércia Institucional: o corporativismo em Vargas e suas heranças na transição democrática brasileira

Lucas Nascimento Ferraz Costa

Resumo


Neste trabalho analisamos historicamente a institucionalização dos conflitos de classe no Brasil por meio da prática corporativista. Sustentamos que as características do fenômeno, adotado no Brasil a partir dos anos 1930, moldou a cultura sindical do país, influenciando os sucessivos processos de centralização e descentralização do Estado brasileiro, em movimentos de fortalecimento e contestação da herança corporativista. Concluímos que apesar do corporativismo estabelecer um flagrante antagonismo com as bases ideológicas do “novo sindicalismo” emergente nos anos 1980, suas características persistiram por conta de um processo de inércia institucional: os incentivos para a manutenção da prática corporativista, sobretudo por meio do imposto sindical, atende aos interesses do Estado e também da elite sindical.


Palavras-chave


Corporativismo; Inércia Institucional; Conflito de classes

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